Na concentração
É que me vi perdida num bloco
num bloco que se chamava Mono
eu não sabia se eu estava no Monobloco
ou no bloco sozinha
pareçe redundante
mas é o que é agora
r-e-d-u-n-d-a-n-t-e
palavra esquisita que é a mesma coisa.
Hoje tem monobloco
e eu vou me largar nele denovo
mesmo que depois eu veja
que será apenas um MONOBLOCO.
Escrito por Giselle às 10h21
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Oferta de mel
Ah moço! procura tua felicidade com os olhos.
"Quem me dá calor? quem me ama ainda? dai-me mãos quentes!
Dai-me calor no coração!
Caído, tremendo como moribundo, cujos pés são aquecidos,
Estremecidos, ai! por ignoradas febres,
Tremendo sobre as flexas agudas da geada,
Acossado por ti, ó pensamento! Inefável Oculto! Detestável pensamento!
Caçador escondido além das nuvens! Fulminado por teu raio,
Tu, olho sarcástico, que me comtemplas na escuridão!
-Assim estou jazendo, Me contorço rolo, torturado
Por todos os martírios eternos, Ferido.
Por ti, o mais cruel dos caçadores,
Por ti, Deus desconhecido".
E é isso falar de desabafo...
é porque quero o que não quero, devagar.
É que me consome essa coisa de não dizer o que deve ser dito
isso de guardar...
Porque é como orvalho, no amanhecer...e só lá
Como arco-íris que vem de mistura
acontecendo no minuto de espaço e tempo
e nem se pode tocar.
Escrito por Giselle às 17h02
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registro
“pedia por costume, por vontade, por querer querer de querer bem, por insistência, porque se deixasse de pedir podia ser que ele esquecesse...”
Escrito por Giselle às 17h05
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Só por hoje...
este espaço é reservado para a poesia que não fiz. Para o verso previsível que no fundo me roubaram.
Escrito por Giselle às 15h24
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